Projecto Kamba Solidário

Grupo promove a doação de alimentos e bens de primeira necessidade em Luanda.


Por Fabiana André.

Projecto do santuário da Muxima será reestruturado• Polícia Nacional aumenta controlo dos transportes• Mais de 18 mil mortos nas estradas em cinco anos• Somos 24,3 milhões• Despejo no Kilamba•
O quê?



Projecto Kamba Solidário – Associação de Solidariedade Social.
Quem?



São 47 membros, distinguidos em efectivos, colaboradores e membros honorários.
Como?



Com a promoção de acções de carácter solidário por meio de doações de bens de primeira necessidade e meios de sustentabilidade mediante a realização de campanhas de recolha de donativos e outros eventos afins para assistir as populações carentes de toda a província de Luanda, entidades de assistência social, comunidades, cadeias, hospitais, lares e sobretudo centros de acolhimento.
Porquê?



Os objectivos são incentivar acções sociais sustentáveis através de parcerias junto da sociedade civil, tendo como suporte as campanhas de recolha de donativos; promover um ambiente social e espiritual saudável para as pessoas que vivem em condições de carência acentuada. Teu Gesto Meu Sorriso é o lema do Projecto Kamba Solidário, que por seu turno representa também a missão do grupo, na perspectiva de que cada acto de solidariedade empreendido tenha como recompensa um sorriso no rosto de quem necessita, compromisso assumido por cada integrante da Associação.



Onde?



Há uma sede própria na Terra Nova, Rua Ilha da Madeira, sem número, município do Rangel, onde são realizadas as reuniões. Nossa comunicação é feita directamente a aprtir da nossa Página no Facebook.
Quando?



O Projecto Kamba Solidário foi fundado a 25 de Janeiro de 2012.


Entrevista a Silvestre André, membro-consultor do Projecto Kamba Solidário


Como teve início o projecto?



Em 2012, sensibilizei-me com a realidade presenciada nas ruas de Luanda. Era época de Natal e muitas crianças não tinham o que comer.Depois deste primeiro contacto, com a ajuda de alguns amigos, promovemos uma festa de Natal com dez a doze crianças, no Largo da Independência. A actividade foi um sucesso e deu-se continuidade ao trabalho com a abertura do Projecto a outras pessoas que actualmente o integram.
Quais actividades já desenvolveram?



Em 2013, realizámos durante os meses de Novembro e Dezembro campanhas de recolha de donativos nos domicílios e supermercados, o que resultou na arrecadação de bens alimentares não perecíveis, materiais higiénicos e escolares e brinquedos. Todos os bens arrecadados tiveram como destino o Centro de Acolhimento de Crianças Arnaldo Janssen (CACAJ). A actividade foi um sucesso e teve como lema “ O natal dos sonhos é aquele que você idealiza no espírito, sente no coração e partilha na solidariedade!”. Em Março de 2014, prestámos solidariedade ao Centro Comunitário de Hidrocefalia do Kifica, localizado no Benfica, que acolhe crianças vindas do país inteiro para intervenção cirúrgica. Foram distribuídos ao Centro e em particular às famílias das crianças kits de bens alimentares de uso corrente (leite, iogurte, sumo, água e bolachas, além de fraldas descartáveis). De igual modo, em Julho de 2014, o projecto efectou a entrega de donativos ao Centro de Apoio a Crianças Necessitadas Centro Santa Madalena, também com alimentos, materiais didácticos, materiais de limpeza, higiénicos e vestuário. O centro em causa acolhe 33 crianças órfãs e abandonadas e está localizado no Bairro da Sonef, Município do Cazenga.
Desde a fundação, tem ideia de quantas toneladas de alimentos conseguiram arrecadar e doar?



A cada campanha conseguimos arrecadar aproximadamente duas toneladas e meia de bens diversos. Por ano realizamos quatro actividades de entrega de donativos.


O que o projecto pretende?



Pretendemos criar condições necessárias para amenizar as necessidades das pessoas mais desfavorecidas através de doação de bens de primeira necessidade e meios de sustentabilidade. Também pretendemos promover, fomentar e desenvolver eventos e projectos que apoiem causas sociais; desenvolver campanhas de recolha de donativos ao domicílio, supermercados, igrejas e empresas, além de promover actuações junto de outras associações na organização de actividades e eventos ou outros assuntos relacionados com os fins da associação.
Há uma triagem dos alimentos arrecadados para evitar que estejam fora do prazo de validade?



Sim. Exigimos que todos os serviços que prestamos cumpram requisitos máximos de qualidade, como garantia da satisfação total, e, sobretudo, asseguramos a qualidade de todos os bens doados.
Qual a relação estabelecida com as empresas doadoras?



Intermediamos as relações entre as empresas doadoras e os centros, estabelecendo uma parceria social, solidária e sustentável entre as mesmas.
Como é feita a escolha dos beneficiados?



Temos como valor a pró-actividade. Vamos ao encontro, fazemos pesquisas e cada membro apresenta na reunião o centro que pesquisou, anuncia as carências e vamos a votação, sobre qual centro merece a nossa doação. Também efectuamos entregas-relâmpago, para pessoas que precisam de ajuda em casos de urgência.
Quem quiser doar, como deve proceder?



É só entrar em contacto pelos telefones (244) 927 323 722 e 994 282 384, ou pelo e-mail kambasolidario@hotmail.com.
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Hotelaria e turismo são a chave para o aumento do emprego no país

Sectores da hotelaria e turismo são a chave para o aumento do emprego no país, afirma presidente da FIL


O sector da hotelaria e turismo tem registado cada vez mais uma evolução positiva no território angolano. Terminada a Okavango, a Bolsa Internacional de Turismo de Angola, o presidente do Conselho de Administração da Feira Internacional de Luanda (FIL), Matos Cardoso, considerou esta área como sendo fundamental para o aumento de postos de trabalho para a juventude.

Ao discursar no encerramento da terceira edição da feira, que decorreu nas instalações da FILDA sob o lema “Uma realidade, um desafio, uma oportunidade, uma fonte de receitas e empregabilidade”, o responsável afirmou que o sector da hotelaria e turismo conserva o segredo para Angola aumentar significativamente a disponibilidade de emprego para a juventude, sendo que é do maior interesse para o país a continuidade da organização do certame.

Matos Cardoso, reconheceu ainda a necessidade da geração de emprego no país, como forma de crescimento da economia, referindo, citado pela Angop, que o sector da hotelaria e turismo é aquele que, em qualquer parte do mundo, permite mão-de-obra inferior ao exigido por uma indústria transformadora. O presidente do Conselho de Administração da FIL considerou também importante a necessidade de empreendedorismo nesta área, aliada ao investimento e à criação de condições vantajosas não só para os negócios no sector mas também para a sociedade angolana.

A Okavango, acrescentou, enquanto feira de exposição, deverá crescer na mesma medida a que o turismo se desenvolve no mercado angolano, motivando-os a evoluir. O responsável incentivou ainda os prórpios operadores do sector a transformar a actual realidade de Angola, tornando o país num dos principais centros de turismo em África e no mundo.
Pela mudança democrática em África

Pela mudança democrática em África

O futuro de África precisa de uma real democracia, diz o manifesto lançado hoje “Viremos a Página!”
Por Rede Angola .
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Sobas da Huíla, Jorge Coelho Ferreira
[ Sobas da Huíla, Jorge Coelho Ferreira ]
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É hoje lançada a campanha “Viremos a Página!”, uma petição assinada por centenas de associações e sindicatos e intelectuais, artistas, de África e Europa.

O objectivo principal é formar uma ampla aliança apartidária de cidadãos, intelectuais, artistas, associações, sindicatos e líderes religiosos para: Recusar qualquer manipulação constitucional, por motivos pessoais, deslegitimar regimes dinásticos, aos olhos da opinião pública, e obter a cessação do apoio dado por líderes ocidentais às práticas anti-democráticas na África; Proteger ativistas comprometidos com a mudança democrática na África e apoiar o fortalecimento da sociedade civil na África através da publicação e mediatização dos protestos a nível internacional; Pensar colectivamente no período pós-mudança apoiando a emergência de uma visão comum do futuro da democracia em África.

Alguns dos signatários são personalidades tais como os filósofos Achille Mbembe e Edgar Morin, o linguista Noam Chomsky, o realizador Abderrahmane Sissako, entre jornalistas, economistas, politólogos.



Em África como em toda a parte, não há democracia sem mudança!



África, o continente do futuro. O slogan tornou-se o clichê das chancelarias, da mídia e da comunidade económica internacional. Mas estamos a falar do futuro de quem? Dos investidores estrangeiros e de algumas famílias dominadoras? A economia internacional precisa dos recursos naturais da África, mas ela é próspera sem os africanos (cuja projecção da população é superior a 2 biliões de pessoas em 2050). E a construção dessa realidade torna-se mais fácil com o confisco da liberdade de expressão. O futuro do continente africano pertence aos africanos somente se existir uma real democracia. Ora, como em toda parte, não há democracia sem mudança.




O poder de pai ao filho





A Constituição é teoricamente a garantia dessa mudança. Estabelecer um limite, para o número de mandatos presidenciais, constitui de facto uma medida sã, adoptada pela maioria dos países africanos. O esquema é, muitas vezes, irreversível. Todavia, este tipo de precaução não impediu que certos chefes de Estado continuassem no poder durante décadas, violando constantemente os princípios democráticos, mostrando uma indiferença geral em relação à mídia e à opinião internacional. Em alguns países africanos, pode observar-se certas dinastias apoderarem-se das rédeas da pátria sendo transmitidas de pai para filho. Doze famílias que se encontram hoje no poder em África, já beneficiavam desta posição em 1990. 87 por cento e 79 por cento dos Gaboneses e Togoleses, respectivamente, conheceram apenas uma família à frente do Estado.


Estes regimes beneficiam de forma tácita ou não do apoio de dirigentes de países limítrofes, tendo conseguido assim criar uma legitimidade internacional, depois da Guerra Fria, através de uma falsa ameaça terrorista. No Norte, tudo se passa como se a democracia fosse um luxo que os países africanos não podem comprar. Esta situação tem consequências mortais nas diferentes sociedades africanas. Como prova temos os diversos problemas político-militares que deixam certos países abalados. Os cidadãos que se mobilizam em prol da mudança e do respeito das regras constitucionais e democráticas, pagaram demais, sendo vítimas de repressão.

O espírito democrático não está, contudo, a ponto de desaparecer. As tentativas de sucessão dinástica falharam no Senegal através do voto, na Tunísia e no Egipto através da revolução democrática árabe. E o grito “Estamos fartos!”, proveniente de Dakar em 2012, ressoa além do Senegal. As ruas de Maputo, Bujumbura, Libreville, Ouagadougou ou Alger exprimem o mesmo desejo: a mudança. A mesma rejeição do poder dinástico.


Pela mudança democrática na África
Homem guia camelo perto das pirâmides de reis nas ruínas nas margens do Nilo, Sudão. REUTERS/ Mohamed Nureldin Abdallah Homem guia camelo perto das pirâmides de reis nas ruínas nas margens do Nilo, Sudão. REUTERS/ Mohamed Nureldin Abdallah


Sobas da Huíla, Jorge Coelho Ferreira Sobas da Huíla, Jorge Coelho Ferreira
Combatentes do Seleka, RCA, Goran Tomasevic/ Reuters Combatentes do Seleka, RCA, Goran Tomasevic/ Reuters
Mulher passa por um grafitti na Praça Tahrir, Cairo, Amr Dalsh/Reuters Mulher passa por um grafitti na Praça Tahrir, Cairo, Amr Dalsh/Reuters


Kupapata no Morro do Bimbe, Jorge Coelho Ferreira Kupapata no Morro do Bimbe, Jorge Coelho Ferreira
Nova marginal de Luanda, Ampe Rogério Nova marginal de Luanda, Ampe Rogério
Tofo, Moçambique, Ivone Ralha Tofo, Moçambique, Ivone Ralha
Palácio dos casamentos, Maputo, Moçambique, Ivone Ralha Palácio dos casamentos, Maputo, Moçambique, Ivone Ralha
Av. Lenine, Maputo, Moçambique, Ivone Ralha Av. Lenine, Maputo, Moçambique, Ivone Ralha
Casamento, Maputo, Moçambique, Ivone Ralha Casamento, Maputo, Moçambique, Ivone Ralha
Deputado no parlamento, Luanda, Ampe Rogério Deputado no parlamento, Luanda, Ampe Rogério
Kilamba, Angola, Ampe Rogério Kilamba, Angola, Ampe Rogério
Cidade do Cabo, África do Sul, Mike Hutchings/Reuters Cidade do Cabo, África do Sul, Mike Hutchings/Reuters

Cacuaco, Angola, Ampe Rogério Cacuaco, Angola, Ampe Rogério
Assembleia de Voto, Ampe Rogério Assembleia de Voto, Ampe Rogério
África do Sul, Siphiwe Sibeko/Reuters África do Sul, Siphiwe Sibeko/Reuters
África do Sul, Mike Hutchings/Reuters África do Sul, Mike Hutchings/Reuters
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A ameaça de golpes de Estado constitucionais





Na década de 90, os ventos do constitucionalismo levaram vários países africanos a limitar o número de mandatos e a promover o sistema multipartidário. A mobilização interna dos cidadãos foi decisiva ao obrigar a mudança de regimes autoritários da época, com o apoio de forças democráticas externas. Hoje, chegou o momento de criação de uma nova aliança entre os cidadãos da África e da Europa, uma nova etapa de apoio à mudança. A rejeição de qualquer manipulação constitucional por motivos pessoais é o primeiro passo. Se, por si só, a revisão da constituição não é uma prática antidemocrática, sua transformação num instrumento de perpetuação de poder pessoal é a antítese de expectativas e valores da cidadania realçados pela comunidade internacional em termos de promoção de estado de direito. Invocar pretextos de instabilidade política e o artifício da luta contra a ameça terrorista não devem induzir a erro. Em toda parte do mundo, a experiência tem demonstrado que o conjunto de regras da democracia é o melhor antídoto contra a instabilidade política, conflitos armados e terrorismo. É a solidez das instituições que garante a estabilidade e não a resistência ao longo do tempo do poder que o faz.

Ora, a ameaça de um golpe de Estado constitucional paira no ar e pode acontecer em 2015 não só no Burquina Faso de Blaise Campaoré e no Burundi de Pierre Nkurunziza, mas também em Ruanda de Paul Kagamé, no Congo de Denis Sassou Nguesso e na RDC de Joseph Kabila. No Togo, a sucessão dinástica teve lugar em 2005 e custou a vida de 800 pessoas. O herdeiro, desafiando qualquer tipo de diálogo político sobre a reforma institucional e as recomendações da Comissão Verdade Justiça e Reconciliação prepara-se para apresentar a sua candidatura a um terceiro mandato.




Os dirigentes comprometidos com a História





Nesses países, os presidentes e seus círculos de amigos levam a cabo actos que não enganam ninguém quanto à vontade de permanecer no poder através da manipulação constitucional. No passado, vários líderes africanos violaram este compromisso: Gnassingbé Eyadema do Togo em 2002, Idriss Deby Itno do Tchad em 2005, Paul Biya dos Camarões em 2008, Ismaïl Omar Guelleh do Djibuti em 2010, Yoweri Museveni do Uganda em 2010, Abdoulaye Wade do Senegal em 2012. Outros optaram pela mudança, como Jerry Rawlings do Ghana, Mathieu Kérékou do Benim, Pinto da Costa de São Tomé e Príncipe, e Aristides Pereira, António Mascarenhas e Pedro Pires que se sucederam em Cabo Verde. Os dirigentes tentados pela dinastia vêem-se comprometidos com a História: aceitando a mudança, eles devolveriam o poder ao seu guardião supremo, ao povo, marcando assim um último ato a favor da paz.

A falta de reacção da comunidade internacional constitui, para os regimes africanos em questão, um estímulo para impor através da violência, caso necessário, uma intolerável emenda constitucional para permanecer no poder. Deixar um deles cometer esse perjúrio, é abrir um precedente geral. Mas o efeito dominó pode ter efeito oposto: depois da mudança senegalesa em 2012, depois da saída do presidente de Moçambique no início de Março de 2014, é hora de tomar medidas para obtermos as condições da mudança noutros lugares, a começar pelo Burkina Faso, o Burundi, Togo e em muitos outros países, onde a luta por outros assuntos, além dos constitucionais, consolida-se (o uso da biometria, a liberdade de expressão, a independência das comissões eleitorais, etc). A Europa foi surpreendida pelas revoluções democráticas árabes. Ela trai os seus interesses e seus valores por tolerar silenciosamente a perpetuação de regimes arcaicos no Sul do Sara.




Dar um conteúdo à mudança





Para que a palavra mudança faça sentido, é também necessário dar-lhe conteúdo. Cabe, naturalmente, à cada nação defini-la de acordo com a sua história, sua cultura e imaginação criativa. Porém, algumas medidas podem criar as bases de uma democracia duradoura: transparência do orçamento do Estado, dos contratos com multinacionais e das receitas oriundas da exploração dos recursos naturais; respeito das regras da república no que toca às nomeações do comando militar e policial; liberdade de expressão, de imprensa e de manifestar respeitando as regras administrativas; nomeação de juízes independentemente do poder político…
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